Quedas são o que nos fazem crescer
Às vezes, o caminho da carreira parece menos uma subida constante e mais uma montanha‑russa: emocionante, imprevisível e cheia de altos e baixos. Você já se sentiu preso nos momentos baixos, se perguntando se está mesmo progredindo?
Bem, essa é a minha forma de enxergar a progressão na carreira: há altos e baixos. É difícil pensar sobre isso, porque como podemos imaginar a necessidade de cair antes de voltar a subir?
Se você me conhece, sabe que me cobro bastante. Esse comportamento tem impactos positivos e negativos. Se você age da mesma forma, sabe o quanto é importante manter as coisas sob controle. Mas, na maior parte do tempo, não temos esse controle. Você se reconhece aí?
Quando eu caio, preciso de um momento comigo mesmo para refletir. Pode levar dias ou até semanas. Para mim, exige tempo para colocar os pensamentos em ordem, para que eu possa subir a montanha de novo. As pessoas à minha volta tentam me ajudar a seguir em frente, mas, em geral, eu só preciso de um tempo comigo mesmo para refletir. Por quanto tempo você se permite pausar antes de voltar correndo para a ação?
Se você é alguém que tem facilidade para refletir, entende o quão importante é essa fase. Pode não ser fácil entender por que você falhou, mas quando você enxerga o quadro geral, consegue encontrar outro caminho a seguir e começar a crescer de novo.
Depois de começar a crescer novamente, você pode sentir que ainda não sabe o suficiente. A maioria das pessoas sente a síndrome do impostor nesse caso, e não é tão bom sentir isso o tempo todo. Quando foi a última vez que você perguntou a si mesmo: esse sentimento é sobre minhas habilidades ou sobre minhas expectativas?
Mas o tempo passa e as coisas vão melhorando. Depois de adquirir mais conhecimento, você esquece os momentos difíceis e aproveita as novas conquistas, até começar a agir com excesso de confiança, o famoso efeito Dunning‑Kruger.
Não é incomum achar que já sabe muito porque trabalhou duro. Você se sente empoderado, animado e cheio de entusiasmo. Mesmo que não conheça algo muito bem, você tenta. Parece que nada pode te parar.
Nesse momento, suponho que você já saiba o que vem a seguir, certo? Outra queda. E esse processo se repete vez após vez. Se você estivesse nesse ciclo de novo amanhã, o que faria de forma diferente?
Principais reflexões
Se você está se sentindo preso ou desesperado hoje, lembre‑se de que esse ciclo não define o seu valor; ele refina o seu caminho. O próximo capítulo começa no momento em que você decide continuar seguindo em frente, mesmo que devagar.
Todos nós andamos nessa montanha‑russa de formas diferentes, mas compartilhamos o mesmo ciclo: cair, refletir, levantar e cair de novo — um pouco mais sábios a cada vez.